terça-feira, 20 de julho de 2010

Sentir

O texto de Martha Medeiros publicado em Palavra Aguda me fez lembrar de um questionamento recente sobre a obrigação de ser ou pelo menos parecer alegre.

Se você tem comida na mesa todo dia, tem trabalho, família, fé, saúde ou doenças sob controle e bem assistidas, não há motivo para tristeza.
Sentir tristeza pelo sofrimento alheio é hipocrisia, faça alguma coisa e coloque um sorriso nesse rosto, faça o favor.

Essa convicção veio como reviravolta do pensamento completamente inverso, o de que, por ter perdido o pai de forma trágica e inesperada, seria sempre uma pessoa triste e sizuda, como se fosse preciso demonstrar a todo momento e para todos a dor que carregava no peito, o estigma da orfã, vítima da maldade e injustiça humanas.

O equilíbrio ainda busco. Minha natureza é de alegria, que não é sinônimo de leveza, já que o tem que ser, o é correto, o é de minha responsabilidade, estão sempre pesadamente assentados sobre minha forma de agir, pensar e sentir.

2 comentários:

Juan Moravagine Carneiro disse...

preciso de gargalhadas ao estilo Rabelais...

abraço

Neusa disse...

Desconfio que já ouviste minhas gargalhadas (olhando para os lados). Sinistro! És um fantasma?