quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Fumacinha

Do candeeiro encantado saiu um gênio poeta que me concedeu três poemas mágicos.
Com algumas condições, alguma limitações.
- Não alterar o passado nem antecipar o futuro.
E fiquei aqui pensando como escrever eu mesma poemas mágicos que iluminem o presente, e mandar o gênio às favas.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pergunta da semana ... nº 9

Tens vergonha de pedir ajuda?

Notícias

Pode ser uma carta, simples ou registrada,
um e-mail, conciso ou prolixo,
um telegrama e pt,
pode até ser um recado no twitter,
mensagem por pombo correio,
não importa,
apenas me dê notícias,
mas por favor, não jogue uma garrafa com a missiva ao mar,
não posso contar com a sorte de dar de cara com ela em um mergulho qualquer.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pergunta da semana ... nº 8

Coisas que ainda estão longe de acontecer também lhe causam desassossego?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Pelos céus da cidade

- Viu aquela kombi branca?
- Saiu do ferro velho para respirar ar fresco, só pode.
Kombi branca, umas janelas sem vidros, outras com o fumê dissolvido, transparente ao cinza escuro.
- Vamos seguir?
- Bora.
Porta-malas preso por cadeado aberto. Nenhuma lâmpada funcionando, nem do freio, nem do pisca.
- A lataria está só os cacos, mas o motor ainda faz bonito.
- Desbanca qualquer desses mil novos.
- Conseguiu ver a cara do motorista?
- De relance, bigode, óculos quadrados. Queria mesmo era ter visto melhor por dentro.
- Mas agora vamos sair daqui. Está esquentando.
- Bora. Tem uma sombrinha no telhado daquela casa acolá.
- Pru, pru.
- Pru, pru.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Tapinha educativo?

Está sendo chamada de lei da palmada. O Estatuto da Criança e do Adolescente já proibia maus-tratos, a nova lei prevê penalidades para os castigos corporais e tratamento cruel e degradante contra crianças e adolescentes.
Palmadas educativas, questão cultural, alguns são contra por achar uma intromissão indevida do Estado num assunto familiar e particular, outros apoiam a ideia mas admitem não cumpri-la.
Nenhuma pessoa de bem pode concordar com agressão, física ou verbal, contra uma criança.
Trago para mim e lembro das vezes em que recorri a esse expediente. Com certeza, nas cinco vezes em que aconteceu, foi por eu ter perdido a calma, quis impor meu ponto de vista e não ser mais contrariada.
Como, num momento de descontrole, causado pela raiva ou pelo susto, medir a força da palmadinha?
E qual foi o resultado? Meu filho, depois do susto e do choro, me abraçava e seu olhar me dizia que ele queria ter certeza de que eu ainda gostava dele.
O que a palmadinha ensinou? Que aquela era uma situação de risco ou que ele deve ter medo da mãe, medo da mãe ficar com raiva?
Poderia dizer que o fiz para evitar que ele sofra depois, evitar uma ameaça a sua saúde física. Mas as custas de que? De sua auto-estima, de sua saúde psicológica?
Uma vozinha diz: não seja tão dura consigo mesma, as crianças sobrevivem a tudo isso, e crescem, aprendem e serão adultos felizes. Mas quantas vezes eu ouvi meu marido contar de uma palmada que nunca esqueceu, e as imprecações e os insultos que minha mãe usava para nos convencer a obedecê-la, ainda vivas em minha memória.
Usar de atos e palavras para subjugar, ofender e oprimir ou dialogar com uma criança pequena como se faz com um adulto e esperar que ela entenda todos os porquês?
Tem que existir um meio termo entre o militar e o hippie.
Precisamos encontrar uma forma de mostrar que é sempre bom respeitar e algumas vezes é preciso obedecer, sem destruir a auto-estima, a confiança e a cumplicidade.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Trânsito

Cada barra de cereal, cada guloseima, uma embalagem jogada pela janela, um porco.
Dirigindo como um bêbado, com movimentos bruscos da direção.
Freando sem motivo, sem carros a sua frente.
Não posso ultrapassar, um caminhão ao lado.
Minha raiva vai aumentando, aumentado, até que dobro à direita e me livro dele.
Por ele a mesma raiva que destino aos motoristas que avançam o pare, sem parar, me obrigando a reduzir a velocidade.
E quase a mesma revolta contra aqueles que não usam a sinaleira.
Caminhões e ônibus na pista da esquerda são um tipo à parte, destes eu desisti de ter raiva.