quarta-feira, 15 de abril de 2015

Oração de São Francisco de Assis comentada

"Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz."
"Onde houver ódio, que eu leve o amor;" - que pelo menos eu não dissemine, nem alimente mais ódio
"Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;" - que se eu ofender alguém, eu pelo menos me arrependa, e que se alguém me ofender, eu perdoe, mesmo que leve algum tempo
"Onde houver discórdia, que eu leve a união;" - que eu não jogue brasa quente no fogo já quase extinto
"Onde houver dúvida, que eu leve a fé;" - ah, se a minha fé fosse do tamanho de um grão de areia!
"Onde houver erro, que eu leve a verdade;" - que eu seja coerente com  minhas verdades, mas não queira impô-las a ninguém
"Onde houver desespero, que eu leve a esperança;" - que minha esperança esteja em Deus, e que eu consiga levar um pouquinho que seja de paz a quem está desesperado
"Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;" - que eu não negue um sorriso, um abraço, uma piada
"Onde houver trevas, que eu leve a luz." - aí complica Senhor, se eu puder ser um fachozinho de luz na vida daqueles que amo, já é suficiente para mim, mas Tu és maior e sabes muito mais

"Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna."


Que eu não deixe de buscar ser o que São Francisco de Assis pediu para ser, mesmo que eu não acredite ser capaz de tanto.
Amém
Hábito de São Francisco de Assis, todo remendado, preservado na Basílica de Assis


domingo, 5 de abril de 2015

Tiriri, caixinha de fósforo

Nesses dias de mudanças de chefia lembrei do meu primeiro chefe. Luis Carlos Soares Timbó. Meu chefe de sempre na Secrel. Um profissional competente e muito dedicado, que foi extremamente paciente comigo. Paciente com a estagiária dedicada mas arrogante, com a profissional que depois de diagnosticada como diabética não quis mais viajar a trabalho aos confins do Brasil, porque morria de medo de não ter hora certa para comer, não encontrar os alimentos da dieta, ou de passar mal longe de casa.
Timbó, cabelo cinza, véi, Crispim, uma figura ímpar, com suas brincadeiras, ditos e piadas que nos faziam rir demais. Foram 11 anos de uma convivência profissional e pessoal muito rica. Aprendi muito com ele. Tenho muito a agradecer. A próxima vez que visitar a Secrel vou fazer isso, dar um forte abraço e mostrar esse post a ele.
"... e tiriri caixinha de fósforo.
Quero nem saber se peba põe, eu quero ver é a ninhada.
Cês não vão não ovão, cê bebe cachaça ovinho.
Enquanto descansa carrega pedra.
Pra comer é um leão, pra trabalhar é os empurrão.
Que Deus te abençoe e a mim não desampare.
Eu só queria falar com Francisco José."

Turma do Crispim






domingo, 15 de março de 2015

Ser e Ter

            Ultimamente ouvi tantas histórias de suicídio e uso de drogas entre adolescentes, e mesmo com Davi ainda pequeno, me atemorizo e procuro os porquês para tentar fugir deles. As histórias que ouvi são sobre adolescentes de classe alta, que estudam em colégios caros. Aí vem as conjecturas: pais ausentes, filhos mimados, que tem tudo que precisam e ainda muito mais, e que quando se frustam - a(o) menina(o) não quer mais namorar comigo, estou entediado, o que será de mim sem esse ou aquele, sem isso ou aquilo? - buscam uma saída radical.
            Quem nunca, na adolescência, com raiva de uma bronca ou proibição dos pais, não pensou: se eu morresse ela(e) ia se sentir culpado? Daí para a ação eram léguas de distância. Na verdade, esse pensamento não passava disso, uma pensamento, que passada a raiva, logo cedia à razão e à vontade de viver e experimentar, aproveitar, que era afinal era o motivo de tantas brigas entre pais e filhos.
Resultado de imagem para o principe sem sonhos
             Será que é esse o segredo? Não ter tudo e poder querer, poder sonhar, e saber, por experiência própria,  que não ter não tira pedaço, não é o fim do mundo, e muito menos o fim da vida.

              Li com Davi um livro muito legal que fala sobre isso, chama-se "O príncipe sem sonhos". Em resumo, um menino que tinha tudo que queria, pois seus pais amorosos davam a ele mal ele fazia menção de querer. E ele estava triste porque achava que não tinha sonhos, e que talvez sonhos nem existissem, mas numa conversa com o avô ficou sabendo que sim, os sonhos existem mesmo quando não podemos vê-los, e que existe diferença entre ter e ser.




quarta-feira, 4 de março de 2015

Uns mil

Este mês, Davi vai fazer suas primeiras provas (assim chamávamos em meus tempos de estudante). 

Para ajudá-lo, usando uma avaliação do ano passado, elaborei questões e imprimi. 

- Davi, estou preparando uma tarefa para você resolver e estudar para as avaliações.
- Então vou fazer tarefas para você também mamãe. 
E vai escrevendo e falando. Logo eu ouço "tia, nome, data, nota".
- E você vai me dar uma nota, Davi?
- Sim mamãe, a nota é muito importante.
- E como é que é Davi? Se eu acertar todas as questões, qual vai ser minha nota? - disse, esperando a resposta para explicar quais notas eram boas, que não era preciso tirar dez para ser bom aluno. 

E Davi, como não raro acontece, me desarma totalmente com sua resposta.
- Deve ser uns mil. 


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Não fui eu que escrevi, mas...

"You like every one; that is to say, you are indifferent to every one."
Oscar Wilde, The Picture of Dorian Gray

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Não fui eu que escrevi, mas ...

"A possibilidade não era uma bolsa ou caixa que poderia ser fechada e selada, era uma queda d'água aberta que recebia qualquer coisa, qualquer coisa; ninguém podia escolher ou direcionar ou destruir a poderosa corrente de possibilidades."
Jante Frame dm Rumo a outro verão. Editora Planeta do Brasil, 2009.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Mamãe Amarela

Na cama com Davi, naquela horinha em que o sono já vem chegando e a criança se agarra aos últimos momentos de consciência.
- Mamãe, diz uma coisa legal.
- Coisas que eu acho legais?
- É.
- Sol, praia, e caminhar na praia sob o sol. Ler. Comer. Passear. Agora é sua vez?
- Brincar, brincar, e brincar. Jogar, jogar, jogar. Ver filme. E ...
- Já sei, e receber beijos e abraços da mamãe.
- É, e você gosta de dar cheiro no meu suvaco.
- É sim, eu adoro.
- E eu, gosto que você cheire, e de beijar e abraçar a mamãe amarela.
- Está me chamando de amarela é?
- Não mamãe. Amar ela, amar a mamãe.
- Ah, ah, ah, ah, eu entendi amarela Davi e não amar ela.
- Ah, ah, a mamãe amarela.

Arquivo: Vincent van Gogh - Quarto de Van Gogh em Arles - Google Art Project.jpg
Quarto em Arles, Vincent Van Gogh (Fonte:Análise...)



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Buenos Aires

Essa foi nossa primeira viagem além das fronteiras do Brasil. As passagens aéreas foram adquiridas com pontos do Multiplus, por isso os vôos foram aqueles que consumiam menos pontos, chegada de madrugada na ida e na volta. Mas tudo bem, Davi dormiu no avião depois das conexões (a da ida no Rio de Janeiro e a da volta em Guarulhos-SP), e os adultos, bem os adultos também tiraram um cochilo. O hotel foi reservado pelo Bancorbrás, a opção disponível não era das melhores (Sarmiento Palace Hotel), mas uma vez que não tínhamos grandes expectativas, a hospedagem foi boa, o necessário para o descanso após o dia de andanças estava lá e funcionava, e o hotel é muito bem localizado.

Fizemos os passeios de turistas em primeira visita: outlets da Villa Crespo, lojas de artigos de couro na Calle Murillo, cemitério e feirinha da Recoleta, Parques de Palermo (zoológico, Rosedal, Planetário), Puerto Madero. Alguns passeios foram escolhidos para o Davi, como o Museo de los niños no shopping Abasto e o Museo de La Plata (num passeio de trem demorado, e não muito confortável, a volta de ônibus foi mais rápida e agradável). Usamos muito o metrô (Subte) e os pés. As pessoas em Buenos Aires andam um bocado, e tudo para elas é pertinho. O clima é ameno, mesmo no verão de dezembro, a brisa fria é constante, basta procurar as calçadas sombreadas e se vai longe. Mas Davi, que está agora com 6 anos, se cansou muito, porque nós não conhecíamos a cidade, não seguimos a risca os roteiros, e mesmo com o mapa na mão, muitas vezes subestimamos as distâncias entre um lugar e outro. No penúltimo dia, tínhamos andando bastante sem conhecer tudo que queríamos, então decidimos fazer o passeio do Bus Turistico, e só aí percebemos que melhor teria sido fazer o passeio turístico no primeiro dia, e marcar os locais que queríamos conhecer, onde ficavam, a que distância das estações e a que distância uns dos outros, para os dias seguintes.

Buenos Aires é uma cidade bonita, organizada e tranquila. Nas lojas e restaurantes fomos bem atentidos, e as pessoas, de modo geral, entendiam nosso português (não, eu não tentei um portunhol, não sei falar espanhol, não quero assassinar a língua alheia). Seguimos as dicas de andar com dinheiro trocado, de usar bolsa na cintura (do Eduardo) com o dinheiro e bolsa para a frente para evitar os descuidistas em áreas movimentadas.

Comemos chorizo com ensalada e papas fritas, empanadas e pizza. Busquei na Internet dicas de bons restaurantes, não queria ir somente a restaurantes para turistas. Uma das indicações, a pizza do Squzi, não nos agradou, massa muito grossa. Elegemos três restaurantes, pela comida, pelo atendimento e pelo ambiente: ChiquilinLa Continental e Café Martinez , todos bem próximos ao hotel. Avenida Corrientes, avenida Callao e proximidades foram nosso bairro nesses 6 dias. Eu adoraria poder alugar um apartamento em um dos prédios pelos quais passados, com suas fachadas antigas e varandas convidativas, e passar mais tempo curtindo a cidade.

Poucos episódios foram desagradáveis, com o do taxista que fingiu não entender para onde queríamos ir porque era perto, de um outro taxista que dirigia feito louco, e do último, o que nos levou ao aeroporto, que fumava dentro do carro (mesmo não fumando no momento da corrida, o carro estava com cheiro forte de cigarro). Mas passado um dia já estávamos rindo desses pequenos aborrecimentos.

Ficou um gostinho de quero mais, para visitar novamente o cemitério da Recolata e tirar fotos sem apagá-las em seguida (Canon PowerShot - Low Level Memory Card Formatting, foi o que eu fiz sem saber o que estava fazendo); fazer a visita guiada à Casa Rosada e ao Congresso; passear de barco até Sacramento e Montevidéu; conhecer os museus, pelo menos o Malba e o Museu de Belas Artes; e a Livraria El Ateneo.

Um taxista nos ofereceu um passeio ao zoológico de Lujan, aquele em que se fica ao lado de animais selvagens como tigres e leões, mas pensamos que Davi ficaria com medo (e eu também). Fico pensando no que fazem com esses animais para ficarem tão calmos e não tirarem uma lasquinha dos visitantes (será que vivem de barriga cheia ou tomam algum calmante?).

As compras? Bem, trouxemos chaveiros e alfajores de lembrança. Na Falabella compramos um brinquedo de controle remoto para o Davi, com o qual ele se divertiu e fez uma algazarra dentro do minúsculo quarto do hotel. Eduardo acabou comprando apenas uma camisa de marca. Eu voltei com duas bolsas e uma jaqueta de couro, e é claro, com cosméticos do DutyFree do aeroporto de Ezeiza. Tudo bem contadinho e controladinho, que o mar não está pra peixe.

Depois de formatar o cartão, ainda consegui quebrar a câmera ao forçar o encaixe do SD, assim as fotos abaixo foram tiradas com o iPhone 3 (tadinho) por isso a qualidade não é das melhores.

Bosques de Palermo

No zoológico da cidade alimentando os animais (foi o que Davi mais gostou de fazer).



Zoológico

Zoológico

Zoológico

Zoológico (a zebra levanta cocho para comer a ração).

Zoológico (rinocerontes)

Zoológico (até eu entrei na brincadeira, mas acho que esse não podia alimentar, ops)

Zoológico (Davi perseguindo o pavão)

Zoológico

Zoológico

Posando na carroagem na saída do Zoológico

Rosedal

Rosedal

Rosedal (brincando de esconde-esconde)

Rosedal

Rosedal

Rosedal


 

Casal fotografado pelo filho



Rosedal

Rosedal


Planetário

Foto tirada pelo Davi no cemitário da Recoleta

As fachadas antigas de que lhes falei

E as longas caminhadas

Caminhando



Museu de Ciências Naturais de La Plata (Museo de La Plata)

Museo de La Plata

Museo de La Plata
Museo de La Plata (acervo)

Bus Turistico parte da praça do Congresso

Bus Turístico
 
Fotos tiradas do alto do bus

Fotos tiradas do alto do bus

Fotos tiradas do alto do bus


Fotos tiradas do alto do bus

Fotos tiradas do alto do bus




Puerto Madero

Puerto Madero

Puerto Madero

Puerto Madero

Puerto Madero