quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Farol

Uns poucos dias doente e tudo muda de figura. Salta aos olhos o que realmente importa. Saúde e paz. Família e amigos - incluídos aí os nossos médicos de confiança.
Nestes dias tive sopinha feita pela Lúcia, compras de casa feitas pela Inez, Davi sob os cuidados da avó e das tias, e no dia em que Eduardo estava em casa, tudo sob os cuidados do papai.
Nestes dias tive quem comprasse os remédios receitados, me levasse à emergência, preparasse comida e bolsinha de água quente, tudo que eu precisei e algo mais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Premonição

Ao entrar no carro no estacionamento de casa de volta para o trabalho depois do almoço, senti cheiro de estrume, mas depois de procurar o cheiro e não encontrá-lo mais, pensei:  memória olfativa, e que bom seria se fosse uma premonição, se é que isso existe, de um futuro no qual, no lugar do prédio na cidade, uma casa na roça; da poluição, a natureza; da volta para o trabalho em frente ao computador, a ida à cidade para comprar, vender, fazer escambo; da pressa, a calma; da obrigação, o prazer.
Não que minha vida como está, a rotina em casa e no trabalho, não me dêem prazer, contudo os últimos dias estão sendo atipicamente estressantes, mais que o habitual. Quero descansar desses dias, mas o ciclo não se fechou, ainda.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Rever

O casamento da prima Cynthia foi sábado e foi belíssimo. Difícil segurar as lágrimas. A cerimônia religiosa foi especial e descontraída: o padre chamou tios para falarem sobre casamento (do alto de seus quarenta e tantos anos de casados), amigos para recordarem a história dos noivos (entre encontros e desencontros, um em Fortaleza outro em Recife, foram os dois parar na Nova Zelândia), irmãs, pais, padrinhos, todos participaram.
Essas são as ocasiões em que revejo tios e tias, que nos conhecem desde pequenos, e primos e primas das aventuras infantis. Mas não consigo evitar: sempre que os revejo, penso no papai. Como seria bom se ele estivesse vivo, talvez mamãe também estivesse lá conosco, penso que um tanto de sua pouca saúde e falta de ânimo são resultado dessa perda.
É como voltar a ser pequena, envolta pelo carinho de todos. Mas falta alguém muito importante.
Na festa, eu e Eduardo, conversamos, dançamos e rimos das músicas da moda, que a garotada adora. Dançando quase tudo e tentando dançar juntinhos quando o ritmo permitia, e às vezes chacoalhando, tentando imitar os passos da meninada.
Alguns primos levaram seus filhos e filhas, e ver esses miudinhos tão parecidos com seus pais, é maravilhoso.
Lá pelas tantas eu pedi arrego, e fomos para casa - normalmente era o contrário, Eduardo cansava primeiro enquanto eu sempre queria mais um pouco. Mais um sinal de que o tempo está passando, além do fato da filha mais nova do irmão caçula de papai já ter se casado.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Mensagem de fim de ano?

Fim do ano chegou e é hora de deixar uma mensagem.
Algo edificante, uma lição de vida, mas o que posso dizer que você ainda não saiba? E como me arvorar autoridade para tanto se estou todo dia aprendendo, caindo, levantando?
Posso desejar, isso eu posso fazer.
Para mim eu desejo que o que foi bom permaneça: eu, Eduardo e Davi, família, saúde, amor, fé, amigos, viagens; e que o faltou venha: a presença dos amigos (sinto falta da conversa olho no olho, do abraço), mais viagens, minhas irmãs cosmopolitas mais perto, dar os primeiros passos para a realização de algumas metas pessoais.
E para todos vocês, amigos reais ou virtuais, desejo o mesmo: que o que foi bom permaneça e o que faltou venha.

Grande abraço,
Neusa

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A última

A mãe é sempre a última?
A última a se deitar, a tomar banho, a comer. Eu nem tinha atinado para isso ou tinha mas achava natural, até nossas férias de julho na casa de D.Nazaré, minha sogra. Depois de alguns dias observando nosso dia a dia, ela comentou:
- Ei Neusa, agora que é mãe, você é sempre a última. Só come depois de dar a comida do Davi, só toma banho, depois de banhá-lo e e colocá-lo para dormir.
Estava sendo assim, por minha iniciativa e consentimento.
Mas papai a cada dia participa mais e mais desses cuidados rotineiros. Com Davi mais crescido, os dois fazem muitas coisinhas juntos: tomam banho, dormem, "cozinham", passeiam, e principalmente brincam.
Mas a mamãe aqui só consegue relaxar depois de atender a todas as necessidades do pequeno. Estou sempre me policiando para tentar ser mais flexível e dividir mais.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Pegando onda





Davi.
3 anos e 9 meses. 
Chegando na praia para brincar de pegar onda.