sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Junto

É bom vê-lo crescer.
Quando sorri, quando faz festa na nossa chegada, quando faz carinho ou fica dengoso, desconfio que estamos no caminho certo.
Timidez não é com ele. Ele se chega, conversa, abraça, qualquer um que dê brecha e quem não der também.
É simpático, alegre, não teme nada, nem ninguém.
Já me disseram que isso é perigoso, mas é tão pequeno ainda.
Logo terei que explicar a ele que nem todas as pessoas são confiáveis, que existem pessoas más.
Sim, meu estômago revira e rezo muito quando ouço sobre abusos contra crianças. Meu sentimento é de tristeza profunda e vergonha da raça humana, além do medo por meu filho.
Mas a minha crença na bondade ainda supera o medo. E por enquanto, prefiro não tirar os olhos dele a assustá-lo com histórias de homens do saco e lobos maus.
Por enquanto apenas peço que ele fique perto de mim porque pode se perder e não ver a mamãe nunca mais e que mamãe vai chorar muito se isso acontecer.
"No colo ou segurando a mão da mamãe." Como não quer ficar no colo aceita a mãe, por algum tempo até a próxima fuga.

Um comentário:

Por que você faz poema? disse...

É bom o tempo
antes das asas.