sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Linda historinha

Para Ninar

Ser ou ter



Há pouco li um texto no blog Coisa de Mãe e fiquei matutando.
O que se ensina aos filhos é aquilo em que se acredita, e mais ainda, aquilo que se vive. Se você acha tão importante ter e ter, e se esquece de ser, esquece-se de quem você é, preocupando-se em demasia com aquilo que você tem e aparenta, como querer que o filho entenda e viva diferente?

           Essa tarefa já é por demais dificultada pelo tal do consumismo desenfreado e dos apelos para que as crianças queiram os produtos a elas destinados. Se os pais não estão seguros de que a falta disso ou daquilo não é determinante para o que o filho será, como ensinar isso a ele? Se os pais consomem em excesso, como explicar ao filho que aquilo que ele quer não é importante ou não pode ser comprado?

          Fico pensando na loucura que é isso, pais e mães consumistas (sim ambos, apenas os objetos de desejo são diferentes) e filhos indo pelo mesmo caminho, num disputa pelo que é mais importante ter, absurdo não? Outro extremo é transformar o filho no rei da casa, e fazer das tripas coração para dar a ele tudo que ele quer, em detrimento do que é essencial para a família toda.


A equipe

Essa é a equipe da qual faço parte.
As duas lindas do meio já não estão mais no Serpro. Uma delas mora no Canadá e a outra está no TRE.
Aqui tem gente com 35 anos de empresa, 20, 12, 8  e gente como eu, com apenas 5 anos na casa. Tem quem foi pra sede da empresa em Brasília e voltou, quem foi para o doutorado na Alemanha e voltou, quem passou por várias áreas da empresa e agora está aqui.




Aretuza que mora no Canadá veio com sua filhinha nos visitar. 



E é claro que tia Neusa aproveitou a visita para brincar, abraçar e dar muitos cheirinhos nessa fofura. Lívia é simpaticíssima, passou pelas mãos de todos, sempre rindo e babando.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Farol

Uns poucos dias doente e tudo muda de figura. Salta aos olhos o que realmente importa. Saúde e paz. Família e amigos - incluídos aí os nossos médicos de confiança.
Nestes dias tive sopinha feita pela Lúcia, compras de casa feitas pela Inez, Davi sob os cuidados da avó e das tias, e no dia em que Eduardo estava em casa, tudo sob os cuidados do papai.
Nestes dias tive quem comprasse os remédios receitados, me levasse à emergência, preparasse comida e bolsinha de água quente, tudo que eu precisei e algo mais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Premonição

Ao entrar no carro no estacionamento de casa de volta para o trabalho depois do almoço, senti cheiro de estrume, mas depois de procurar o cheiro e não encontrá-lo mais, pensei:  memória olfativa, e que bom seria se fosse uma premonição, se é que isso existe, de um futuro no qual, no lugar do prédio na cidade, uma casa na roça; da poluição, a natureza; da volta para o trabalho em frente ao computador, a ida à cidade para comprar, vender, fazer escambo; da pressa, a calma; da obrigação, o prazer.
Não que minha vida como está, a rotina em casa e no trabalho, não me dêem prazer, contudo os últimos dias estão sendo atipicamente estressantes, mais que o habitual. Quero descansar desses dias, mas o ciclo não se fechou, ainda.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Rever

O casamento da prima Cynthia foi sábado e foi belíssimo. Difícil segurar as lágrimas. A cerimônia religiosa foi especial e descontraída: o padre chamou tios para falarem sobre casamento (do alto de seus quarenta e tantos anos de casados), amigos para recordarem a história dos noivos (entre encontros e desencontros, um em Fortaleza outro em Recife, foram os dois parar na Nova Zelândia), irmãs, pais, padrinhos, todos participaram.
Essas são as ocasiões em que revejo tios e tias, que nos conhecem desde pequenos, e primos e primas das aventuras infantis. Mas não consigo evitar: sempre que os revejo, penso no papai. Como seria bom se ele estivesse vivo, talvez mamãe também estivesse lá conosco, penso que um tanto de sua pouca saúde e falta de ânimo são resultado dessa perda.
É como voltar a ser pequena, envolta pelo carinho de todos. Mas falta alguém muito importante.
Na festa, eu e Eduardo, conversamos, dançamos e rimos das músicas da moda, que a garotada adora. Dançando quase tudo e tentando dançar juntinhos quando o ritmo permitia, e às vezes chacoalhando, tentando imitar os passos da meninada.
Alguns primos levaram seus filhos e filhas, e ver esses miudinhos tão parecidos com seus pais, é maravilhoso.
Lá pelas tantas eu pedi arrego, e fomos para casa - normalmente era o contrário, Eduardo cansava primeiro enquanto eu sempre queria mais um pouco. Mais um sinal de que o tempo está passando, além do fato da filha mais nova do irmão caçula de papai já ter se casado.