- Você é classe média, não pode ser a favor deste governo porque ele ferrou a classe média.
Então eu não posso defender direitos outros que não os meus próprios?
Não posso apreciar ações que beneficiem outros que não a mim mesma?
Não posso aceitar perder para que alguém mais ganhe?
- A classe média sempre paga. Com esse governo então.
Sai do nosso bolso, dos impostos excessivos que pagamos, a ajuda do governo aos pobres, o salário-família.
É, sai do meu bolso. Se os impostos fossem reduzidos, ou se esse dinheiro fosse em meu benefício direto, eu poderia ter mais de um carro, um apartamento maior e poderia viajar mais, conhecer a Europa.
Como somos egoístas não?
E ainda vem um me dizer que o certo é isso mesmo.
Cada um por si.
Melhor seria se esse tal dinheiro do meu bolso, quatro meses do meu salário, fosse usado sempre e totalmente para o fim a que se destina, com probidade e eficiência.
E eu não precisaria adicionalmente pagar por saúde e educação.
É, eu quero ser primeiro mundo aqui mesmo, neste país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Impossível
O menino está impossível.
Não anda, corre.
Não para.
Sobe em tudo.
Em tudo mexe.
Arrasta o tapete da loja.
Dança se olhando no espelho.
Joga o brinquedo no vidro.
Sobe na cadeira.
Deita no chão, no meio do shopping, pra brincar com os carrinhos novos.
E não anda, corre.
Não quer segurar na mão.
Quer entrar no presépio, pegar nos carneirinhos.
Puxa as cordas de proteção.
Não para nem pra comer, pega o pão de queijo e corre.
Está impossível o menino.
Acorda o bêbe que dormia no carrinho.
Na loja de brinquedos, pega, quer abrir.
Chora quando o vendedor leva para registrar a compra.
- Neusa, tem que começar a botar limite nesse menino.
- É, eu sei.
Por enquanto é um bêbe. Já, já cresce e vai ser chamado de mal educado.
E quem educa, bem ou mal, somos nós, os pais.
É porque está impossível esse menino.
Mas tudo é novidade, tudo é interessante, tudo ele quer ver, pegar, experimentar.
Benza Deus!
Mas que está impossível está.
Não anda, corre.
Não para.
Sobe em tudo.
Em tudo mexe.
Arrasta o tapete da loja.
Dança se olhando no espelho.
Joga o brinquedo no vidro.
Sobe na cadeira.
Deita no chão, no meio do shopping, pra brincar com os carrinhos novos.
E não anda, corre.
Não quer segurar na mão.
Quer entrar no presépio, pegar nos carneirinhos.
Puxa as cordas de proteção.
Não para nem pra comer, pega o pão de queijo e corre.
Está impossível o menino.
Acorda o bêbe que dormia no carrinho.
Na loja de brinquedos, pega, quer abrir.
Chora quando o vendedor leva para registrar a compra.
- Neusa, tem que começar a botar limite nesse menino.
- É, eu sei.
Por enquanto é um bêbe. Já, já cresce e vai ser chamado de mal educado.
E quem educa, bem ou mal, somos nós, os pais.
É porque está impossível esse menino.
Mas tudo é novidade, tudo é interessante, tudo ele quer ver, pegar, experimentar.
Benza Deus!
Mas que está impossível está.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Carrinho querido
Inventei.
Fui andando.
Sandália alta de plataforma.
As calçadas. Não tinha reparado como são irregulares. Pisei em falso, quase torço o pé.
O sol quente das onze horas da manhã. Não tinha reparado como é quente o sol dessa hora do dia.
Criatura com cara de poucos amigos. Fumando. Passei por ele.
Epa, agora ele olha pra mim. Viche!
Olho para trás. Ele sumiu. Tomara que tenha virado a esquina.
Não era nesse quarteirão?
Vou andando. Devo estar perto, se não é nesse, no próximo.
Meu dedinho está apertado. Não tinha reparado que a sandália aperta meus dedos.
O vento alivia o calor. Mas os cabelos, tenho que ajeitar as fivelas, tirar os fios do rosto para poder enxergar.
Não chega nunca. Já passei o supermercado, a loja de motos, a loja de móveis de bambu, o restaurante, outro restaurante, a clínica.
Vou andando.
Não devo estar longe.
Meus pés doem, está muito quente, não sei mais quanto falta pra chegar.
Desisto e volto.
Não tinha reparado porque no carro é sempre fresquinho, de carro tudo é bem pertinho, e qualquer sapato é confortável.
Fui andando.
Sandália alta de plataforma.
As calçadas. Não tinha reparado como são irregulares. Pisei em falso, quase torço o pé.
O sol quente das onze horas da manhã. Não tinha reparado como é quente o sol dessa hora do dia.
Criatura com cara de poucos amigos. Fumando. Passei por ele.
Epa, agora ele olha pra mim. Viche!
Olho para trás. Ele sumiu. Tomara que tenha virado a esquina.
Não era nesse quarteirão?
Vou andando. Devo estar perto, se não é nesse, no próximo.
Meu dedinho está apertado. Não tinha reparado que a sandália aperta meus dedos.
O vento alivia o calor. Mas os cabelos, tenho que ajeitar as fivelas, tirar os fios do rosto para poder enxergar.
Não chega nunca. Já passei o supermercado, a loja de motos, a loja de móveis de bambu, o restaurante, outro restaurante, a clínica.
Vou andando.
Não devo estar longe.
Meus pés doem, está muito quente, não sei mais quanto falta pra chegar.
Desisto e volto.
Não tinha reparado porque no carro é sempre fresquinho, de carro tudo é bem pertinho, e qualquer sapato é confortável.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Ui um bicho!
Começei a tirar a sujeira que tinha varrido pra debaixo do tapete.
Estão aparecendo coisas que eu nem imaginava.
Estou com medo do que pode sair de lá.
Estão aparecendo coisas que eu nem imaginava.
Estou com medo do que pode sair de lá.
Parcialidade
Jornalismo e imparcialidade. Será possível?
Durante muitos anos li uma determinada revista, era assinante.
Deixei de assinar e passei a receber em casa e gratuitamente outra revista. Não sei porque, nem até quando.
A comparação é inevitável. O que uma tem de contrária ao governo Lula, a outra tem a favor.
Os pontos de vista são diametralmente opostos.
Interessante ver as argumentações que levam às conclusões divergentes.
Quais são válidas, verdadeiras? Cabe essa discussão?
Estamos falando de pontos de vista, eu tenho um, você tem outro, qual deles é correto?
Ética?
Os fatos e números é que não devem ser manipulados para se chegar ao fim desejado.
Mas é inevitável, haverá omissão, subestimação ou superestimação de fatos de forma a embasar a opinião defendida.
Desconfio do sempre contra ou sempre a favor.
Durante muitos anos li uma determinada revista, era assinante.
Deixei de assinar e passei a receber em casa e gratuitamente outra revista. Não sei porque, nem até quando.
A comparação é inevitável. O que uma tem de contrária ao governo Lula, a outra tem a favor.
Os pontos de vista são diametralmente opostos.
Interessante ver as argumentações que levam às conclusões divergentes.
Quais são válidas, verdadeiras? Cabe essa discussão?
Estamos falando de pontos de vista, eu tenho um, você tem outro, qual deles é correto?
Ética?
Os fatos e números é que não devem ser manipulados para se chegar ao fim desejado.
Mas é inevitável, haverá omissão, subestimação ou superestimação de fatos de forma a embasar a opinião defendida.
Desconfio do sempre contra ou sempre a favor.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Culpado
É você quem acorda a avó de manhã muito cedo.
E procura por ela quando está em apuros ou com medo.
Que recebe muitos beijos e carinhos, e fica, vez por outra, bem quietinho em seu colo quente e aconchegante.
- Neusa, eu não tenho mais depressão.
Agora eu acordo feliz, com vontade de viver.
E o culpado disso é o Davi.
Amor de neto. Amor de avó. Transformador.
Filho querido, a culpa da sua avó ter voltado a ser feliz é sua.
E procura por ela quando está em apuros ou com medo.
Que recebe muitos beijos e carinhos, e fica, vez por outra, bem quietinho em seu colo quente e aconchegante.
- Neusa, eu não tenho mais depressão.
Agora eu acordo feliz, com vontade de viver.
E o culpado disso é o Davi.
Amor de neto. Amor de avó. Transformador.
Filho querido, a culpa da sua avó ter voltado a ser feliz é sua.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Assunto reinante
Doença é coisa chata, ruim mesmo.
Mas notem que com o passar dos anos o assunto reina sempre - saúde, ou melhor, doenças.
Outro dia, nos corredores da empresa, encontro um colega, que me viu comendo um pão de queijo, e o assunto?
- Bom ser magrinha e poder comer de tudo.
- Ih amigo, não é não, eu sou diabética. Me ver comendo um pãozinho é raro. Dieta rígida.
E conversa vai, conversa vem, exames que ele fez, resultados dos tais exames, e dietas, atividade física.
Incrível, alguns anos atrás conversar sobre saúde, ou melhor, doenças, não seria algo tão natural.
E interessante também como relacionam boa forma física à saúde.
A bem da verdade, este ano já tive tantas viroses, nem sei quantas.
Essa doença que nos deixa em petição de miséria para a qual o tratamento é amenizar os sintomas e esperar.
Espera que dá nos nervos.
Mas aí já entramos em outro ramo de doenças, as psiquiátricas ou psicológicas. Conversa que fica para outra oportunidade.
Mas notem que com o passar dos anos o assunto reina sempre - saúde, ou melhor, doenças.
Outro dia, nos corredores da empresa, encontro um colega, que me viu comendo um pão de queijo, e o assunto?
- Bom ser magrinha e poder comer de tudo.
- Ih amigo, não é não, eu sou diabética. Me ver comendo um pãozinho é raro. Dieta rígida.
E conversa vai, conversa vem, exames que ele fez, resultados dos tais exames, e dietas, atividade física.
Incrível, alguns anos atrás conversar sobre saúde, ou melhor, doenças, não seria algo tão natural.
E interessante também como relacionam boa forma física à saúde.
A bem da verdade, este ano já tive tantas viroses, nem sei quantas.
Essa doença que nos deixa em petição de miséria para a qual o tratamento é amenizar os sintomas e esperar.
Espera que dá nos nervos.
Mas aí já entramos em outro ramo de doenças, as psiquiátricas ou psicológicas. Conversa que fica para outra oportunidade.
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