Dia desses, no carro, no caminho de volta do colégio para casa, Davi me conta por que está triste. O João (os nomes dos coleguinhas são fictícios) deu uma pulseira para o Miguel e disse para ele não ser mais amigo do Davi.
- E o Miguel aceitou, Davi?

Na hora, demorei um pouco a lembrar do personagem e a entender o raciocínio do Davi. Até hoje não entendi bem se falava do João, ou do Miguel. Mas sei que a atitude dos dois o magoou.
Como pais, precisamos ensinar nosso filhos a lidar, da melhor maneira possível, com as situações frustrantes que acontecem em suas vidas, e não podemos, de forma alguma, ficar com raiva de outra criança que magoou nosso amado e querido filho. Assim, respirei fundo e conversei com meu filho.
- Davi, o Miguel pode estar confuso com essa oferta. Eu acho que ele não fez uma boa escolha porque um amigo não se troca, um amigo vale muito. Quem sabe ele apenas não precisa de um tempo para pensar. E nesse tempo, você pode dar atenção aos seus outros amigos, como o Manoel, o Joaquim...
E Davi, diz:
- Mas mamãe, eu gosto do Miguel.
- Eu sei meu amor. Tenha paciência, dê um tempo para o Miguel pensar e brinque com seus outros amigos por uns dias. Assim, se ele for mesmo seu amigo, sentirá falta de brincar com você.
O tempo passou e ontem eu perguntei a ele se aquele problema com o Miguel tinha se resolvido, se eles voltaram as boas, e Davi fez um ok com o dedão e não quis mais falar no assunto.
Nesses últimos dias, ele está dando mais atenção a uma coleguinha que vez por outra dá um mimo para ele.