quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Buenos Aires

Essa foi nossa primeira viagem além das fronteiras do Brasil. As passagens aéreas foram adquiridas com pontos do Multiplus, por isso os vôos foram aqueles que consumiam menos pontos, chegada de madrugada na ida e na volta. Mas tudo bem, Davi dormiu no avião depois das conexões (a da ida no Rio de Janeiro e a da volta em Guarulhos-SP), e os adultos, bem os adultos também tiraram um cochilo. O hotel foi reservado pelo Bancorbrás, a opção disponível não era das melhores (Sarmiento Palace Hotel), mas uma vez que não tínhamos grandes expectativas, a hospedagem foi boa, o necessário para o descanso após o dia de andanças estava lá e funcionava, e o hotel é muito bem localizado.

Fizemos os passeios de turistas em primeira visita: outlets da Villa Crespo, lojas de artigos de couro na Calle Murillo, cemitério e feirinha da Recoleta, Parques de Palermo (zoológico, Rosedal, Planetário), Puerto Madero. Alguns passeios foram escolhidos para o Davi, como o Museo de los niños no shopping Abasto e o Museo de La Plata (num passeio de trem demorado, e não muito confortável, a volta de ônibus foi mais rápida e agradável). Usamos muito o metrô (Subte) e os pés. As pessoas em Buenos Aires andam um bocado, e tudo para elas é pertinho. O clima é ameno, mesmo no verão de dezembro, a brisa fria é constante, basta procurar as calçadas sombreadas e se vai longe. Mas Davi, que está agora com 6 anos, se cansou muito, porque nós não conhecíamos a cidade, não seguimos a risca os roteiros, e mesmo com o mapa na mão, muitas vezes subestimamos as distâncias entre um lugar e outro. No penúltimo dia, tínhamos andando bastante sem conhecer tudo que queríamos, então decidimos fazer o passeio do Bus Turistico, e só aí percebemos que melhor teria sido fazer o passeio turístico no primeiro dia, e marcar os locais que queríamos conhecer, onde ficavam, a que distância das estações e a que distância uns dos outros, para os dias seguintes.

Buenos Aires é uma cidade bonita, organizada e tranquila. Nas lojas e restaurantes fomos bem atentidos, e as pessoas, de modo geral, entendiam nosso português (não, eu não tentei um portunhol, não sei falar espanhol, não quero assassinar a língua alheia). Seguimos as dicas de andar com dinheiro trocado, de usar bolsa na cintura (do Eduardo) com o dinheiro e bolsa para a frente para evitar os descuidistas em áreas movimentadas.

Comemos chorizo com ensalada e papas fritas, empanadas e pizza. Busquei na Internet dicas de bons restaurantes, não queria ir somente a restaurantes para turistas. Uma das indicações, a pizza do Squzi, não nos agradou, massa muito grossa. Elegemos três restaurantes, pela comida, pelo atendimento e pelo ambiente: ChiquilinLa Continental e Café Martinez , todos bem próximos ao hotel. Avenida Corrientes, avenida Callao e proximidades foram nosso bairro nesses 6 dias. Eu adoraria poder alugar um apartamento em um dos prédios pelos quais passados, com suas fachadas antigas e varandas convidativas, e passar mais tempo curtindo a cidade.

Poucos episódios foram desagradáveis, com o do taxista que fingiu não entender para onde queríamos ir porque era perto, de um outro taxista que dirigia feito louco, e do último, o que nos levou ao aeroporto, que fumava dentro do carro (mesmo não fumando no momento da corrida, o carro estava com cheiro forte de cigarro). Mas passado um dia já estávamos rindo desses pequenos aborrecimentos.

Ficou um gostinho de quero mais, para visitar novamente o cemitério da Recolata e tirar fotos sem apagá-las em seguida (Canon PowerShot - Low Level Memory Card Formatting, foi o que eu fiz sem saber o que estava fazendo); fazer a visita guiada à Casa Rosada e ao Congresso; passear de barco até Sacramento e Montevidéu; conhecer os museus, pelo menos o Malba e o Museu de Belas Artes; e a Livraria El Ateneo.

Um taxista nos ofereceu um passeio ao zoológico de Lujan, aquele em que se fica ao lado de animais selvagens como tigres e leões, mas pensamos que Davi ficaria com medo (e eu também). Fico pensando no que fazem com esses animais para ficarem tão calmos e não tirarem uma lasquinha dos visitantes (será que vivem de barriga cheia ou tomam algum calmante?).

As compras? Bem, trouxemos chaveiros e alfajores de lembrança. Na Falabella compramos um brinquedo de controle remoto para o Davi, com o qual ele se divertiu e fez uma algazarra dentro do minúsculo quarto do hotel. Eduardo acabou comprando apenas uma camisa de marca. Eu voltei com duas bolsas e uma jaqueta de couro, e é claro, com cosméticos do DutyFree do aeroporto de Ezeiza. Tudo bem contadinho e controladinho, que o mar não está pra peixe.

Depois de formatar o cartão, ainda consegui quebrar a câmera ao forçar o encaixe do SD, assim as fotos abaixo foram tiradas com o iPhone 3 (tadinho) por isso a qualidade não é das melhores.

Bosques de Palermo

No zoológico da cidade alimentando os animais (foi o que Davi mais gostou de fazer).



Zoológico

Zoológico

Zoológico

Zoológico (a zebra levanta cocho para comer a ração).

Zoológico (rinocerontes)

Zoológico (até eu entrei na brincadeira, mas acho que esse não podia alimentar, ops)

Zoológico (Davi perseguindo o pavão)

Zoológico

Zoológico

Posando na carroagem na saída do Zoológico

Rosedal

Rosedal

Rosedal (brincando de esconde-esconde)

Rosedal

Rosedal

Rosedal


 

Casal fotografado pelo filho



Rosedal

Rosedal


Planetário

Foto tirada pelo Davi no cemitário da Recoleta

As fachadas antigas de que lhes falei

E as longas caminhadas

Caminhando



Museu de Ciências Naturais de La Plata (Museo de La Plata)

Museo de La Plata

Museo de La Plata
Museo de La Plata (acervo)

Bus Turistico parte da praça do Congresso

Bus Turístico
 
Fotos tiradas do alto do bus

Fotos tiradas do alto do bus

Fotos tiradas do alto do bus


Fotos tiradas do alto do bus

Fotos tiradas do alto do bus




Puerto Madero

Puerto Madero

Puerto Madero

Puerto Madero

Puerto Madero


sábado, 18 de outubro de 2014

Registros da ..., de várias semanas - Out 18 2014

Hoje é nosso aniversário de 18 anos de casamento, meu e do Eduardo.
Nosso filho e fotógrafo, Davi, tirou essa foto em junho desse ano.  

Agora vamos falar de tudo mais.

Temos hoje uma realidade diferente, mesmo que muitos tenham esquecido o passado não tão distante. (Images&Visions - o homeme que comia calango ...)





Não estou criticando nem nada, eu também seria um iDiot se pudesse $$$$. Mas é hilário.
Assista em Um dia fui ao cinema - curta iDiots.

E época de eleições e com duas mulheres disputando a presidência do país, vale lembrar a primeira deputada federal do Brasil na primeira eleição em que as mulheres foram às urnas no Brasil.
Fonte: Image&Visions (Image&Visions - Carlota Pereira de Queirós) 


I'm gonna sit rigth down and write myself a letter, and make believe it came from you... na voz de Paul McCartney.






quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Registros da semana - Ago 14 2014

Ed Ferreira/Estadão
Foto de Ed.Ferreira - Estadão
Estadão
Semana do Ebola e de Eduardo Campos. O surto do Ebola reaparece, o maior surto registrado desde a descoberta da doença em 1976, e mata mais de mil pessoas em quatro países africanos. A OMS declara emergência sanitária internacional pelo temor de que o Ebola atinja os grandes centros africanas e a Europa  (Blog Jamil Chade - Estadão). Morre em acidente aéreo o candidato à presidência da república, Eduardo Campos.

Agora assuntos mais leves!
"Você é tão sensível. Tão emocional. Tão defensiva. Você está exagerando. Calma. Relaxe. Pare de surtar! Você é louca! Eu estava só brincando, você não tem senso de humor? Você é tão dramática. Deixa pra lá de uma vez!
Soa familiar?
Se você é uma mulher, provavelmente sim.
Você alguma vez escuta esse tipo de comentário de seu marido, parceiro, chefe, amigos, colegas ou parentes após expressar frustração, tristeza ou raiva sobre algo que eles disseram ou fizeram?
Quando alguém diz essas coisas a você, não é um exemplo de comportamento sem consideração. Quando seu marido aparece meia hora atrasado para o jantar sem avisar – isso é desconsideração. Uma observação com o propósito de calar você – como, “Relaxa, está exagerando” – logo após você apontar o comportamento ruim de alguém é manipulação emocional, pura e simples.
E é esse o tipo de manipulação emocional que alimenta uma epidemia em nosso país, uma epidemia que define as mulheres como loucas, irracionais, exageradamente sensíveis e confusas. Essa epidemia ajuda a alimentar a ideia de que as menores provocações fazem com que as mulheres libertem suas (loucas) emoções. Isso é falso e injusto. " Artigo completo em Porque as mulheres não estão loucas. E eu pensei que era só comigo.

O site português Um Dia fui ao Cinema fala da morte do ator Robbin Williams com sensibilidade em Robin Williams R.I.P.

Adorei a crônica de Raul Drewnick - Ser escritor é.

E para as mães de crianças ativas, como meu Davi. "Não é dos dias de hoje que a criança é ativa e inquieta, que seu corpo se agita diante do que ainda não consegue representar pela palavra, ou que a sua curiosidade a leva a distrair-se, derivando sua atenção em diferentes rumos." do Blog de Julieta Jerusalinsky em A era da palmatória química .... O diagnóstico do neuropediatra a cujo consultório levei o Davi, com três anos de idade, por indicação da otorrino que tratava dele nessa época, foi a de que o Davi não tinha problema nenhum, o que faltava era autoridade materna. E para ser sincera, eu achava, e ainda acho, lindo ele ser buliçoso e curioso. Criança muito quieta e comportada me assusta.

Attilio
Veja BH
E você está disposto a tentar coisas novas? Na crônica Flor da idade, Cris Guerra conta uma história divertida e educativa.







Qual das duas é mais bonita? Algumas mulheres talvez se sintam obrigadas a estarem sempre retocadas, maquiadas. A cantora norte-americana Colbie Caillat diz que as pessoas devem tentar tirar a maquiagem, soltar os cabelos e se olhar no espelho. Leia na íntegra no Blog Lindeza - Cantora lança clipe em que questiona hábitos de beleza.



sábado, 9 de agosto de 2014

Registros da Semana 09 Agosto 2014

Quem é Ariano? A biografia está no site da Academia Brasileira de Letras (Ariano Suassuna - Biografia), assim como a bibliografia, o discurso de posse, textos escolhidos, notícias - a mais recente noticia sua morte: "Morre em Recife, aos 87 anos, o escritor e Acadêmico Ariano Suassuna" -, etc. Acontece também com vocês de acordarem para um autor quando da notícia de sua morte? Acontece comigo. Porque, por mais que eu leia, não consigo ler tando quanto gostaria, e aí muitos autores ainda são inéditos na minha pequena biblioteca. Agora, Ariano, eu quero conhecê-lo, e às suas obras. Meu marido, Eduardo, me fala sempre de você, e faz tempo, mas fora o Auto da Compadecida da rede Globo, eu não conheço nada mais. Uma falta que começarei a compensar.
Paulo Roberto Pires fala de Ariano no Blog do IMS (O homem e suas certezas).

Os cinquenta anos de Mafalda foi matéria da Revista da Cultura em 50 anos com corpinho de 6.




Ele chama "despertar a si mesmo" o que eu chamo de desligar, desacelerar. Bem legal os recursos que podemos usar, um deles é "lembrar que em breve estaremos todos mortos", no blog Papo de Homem em Como despertar a si mesmo.

Curta Marilyn Myller.

"Há cem anos, a escultora Camille Claudel era internada como paranoica. Em homenagem à sua memória, o filme ‘Camille Claudel 1915’ e a peça ‘Camille Claudel – Uma conspiração do silêncio’ voltam a tocar em um assunto nevrálgico que permeou a vida da artista: foi mesmo Rodin, seu amante por 15 anos, o responsável por sua ruína?... “Camille culpa Rodin por sua desgraça, mas foi da mãe que ela sofreu o maior golpe. Louise a rejeita desde o nascimento e não permitiu que a filha saísse da clínica, mesmo a pedido dela e da orientação médica. “Nunca foi visitá-la em 30 anos”" (À espera do que não virá na Revista Cultura.)

Fotos Friedrich Seidenstucker e O desespero de uma mãe.

Mudei meu jeito de ser e de pensar. Mudei minhas atitudes. Mudei porque deixei que a felicidade, o amor e a generosidade fizessem parte integral da minha vida. Parei de me fazer mal e me autodestruir. Me aceitei. Parei de fugir das minhas responsabilidades e as encarei. Aprendi que, na vida, somos apenas o que pensamos, agimos e realizamos. Não foi de um dia para o outro e nem foi fácil, mas fiz uma enorme reforma íntima de alma, coração, espírito e mente. O silêncio é a melodia mais bonita. Admitir as fraquezas é tornar-se forte. É dizer sim à beleza da imperfeição, é ver a luz, amar e perdoar a si e aos outros por saber que somos todos iguais e amplamente diferentes. Isso é de uma beleza e complexidades gigantescas.”  Ana Cañas em Marcados para viver (Revista Cultura)