quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Anjinhos


Davi no chão da sala se distrai com seus bonecos e a pista de carrinhos dos primos, inventando histórias de aventuras misturadas ao enredo dos filmes de super-heróis que assistiu nesses dias aqui no  São Cosme. Os primos fugiram para o campinho de futebol contrariando a vontade da avó que agora anda pela casa preocupada com as danações dos netos. Contou que outro dia esses mesmos anjinhos, Efraim e Mateus, junto a prima Helen, botaram fogo no galinheiro e ficaram dentro. O pai dos meninos sentiu o cheiro da fumaça e correu em socorro das três criaturinhas.
Davi e os primos.

Muuuu

Da criação do São Cosme.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Bodega

Hoje é domingo, dia de movimento na bodega de Seu Zé Costa. Quem comanda o lugar agora é o primogênito, José Hermano.
Hoje tem que cuidar do tira-gosto dos bebuns. Muita cachaça vai ser consumida. Tem carro, tem moto, bicicleta, estacionados na frente da bodega. Muitos vem de perto, bem de pés.
Muita conversa vai ser jogada fora hoje na bodega do Seu Zé Costa.
Mulheres não são bem vindas, ali é lugar de homem.
Os meninos podem passear ao redor, um de bicicleta, os outros correm. Davi se zanga, quer alguém para brincar de pirata em seu navio feito de cadeira de balanço e pedaços de madeira.

Fogueira do santo

Nesse dia Davi pediu para colocar a cadeira fora de casa para jantar perto da fogueira. Foi a festa da criançada e dos pais também.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Irmãos, amigos

Ora chama de irmãos, ora de amigos. São os primos das aventuras no São Cosme. Com eles aprende a ser corajoso, a se defender, mas aprende também se cortando, se queimando, porque é menino, porque teima e testa sempre seus limites. Com eles por perto fica mais homem, mandão, independente. Mas quando chega a hora deles voltarem para casa, chora, e volta a ter um ano (como ele mesmo disse: um ano à noitinha e cinco para as brincadeiras com os primos). Sonha e no sonho diz que precisa dos amigos.
Davi é assim, com os primos, amigos e "irmãos" mais velhos, transforma-se e brinca junto e topa tudo, com os mais novos é atencioso e cuidadoso.
Um menino de ouro esse meu Davi.

Moedor

Davi moendo milho para dar às galinhas.





Ruínas


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ritmo diferente

O dia começa cedinho no São Cosme, as três horas da madrugada tio Hermano já tira leite das vacas, e D.Nazaré ferve o leite e prepara o desjejum. Nós, os convidados, acordamos tarde, entre seis e sete horas da manhã, Eduardo é o primeiro a levantar.
O dia começa cedinho no São Cosme, por isso tudo é mais cedo: o almoço, o jantar, dorme-se com as galinhas e acorda-se com os galos. E é muito bom.
O clima nesse mês de julho é de sol a pino e vento frio toda a manhã. A tarde é quente, abrasada pelo calor, de noite volta a esfriar.
A casa é de piso de cimento, as janelas e portas são de ripas de madeira. Cerâmica na cozinha e banheiros é luxo recente. A água do banho é geladíssima.
E tudo isso tão diverso da nossa vida e dos nossos pequenos luxos da cidade é muito bom.
É tempo de descansar, de relaxar, desligar-se, desconectar-se.
O mugir do gado, o cacarejar das galinhas, o latido de Solimões, o cantar dos passarinhos, até o trissar dos morcegos, a conversa de comadres, as vozes dos crianças brincando, tudo é cantiga de ninar.