Abri os braços e me atirei, certa vez.
Acreditei que a queda não tivesse fim e que seria sempre a vertigem gostosa e a alegria de voar.
Tão breve vôo, logo me vi estendida ao chão.
Uma dor que parecia não teria fim.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Pernas finas
Vim de saia. De tarde vou passear com o Eduardo, por isso vim mais arrumadinha.
No banheiro da empresa, no espelho que ocupa toda uma parede, me vejo inteira.
- Como minhas pernas estão finas! Será que é efeito da saia de pregas?
- Eu devo ter emagrecido um pouco mais.
- E o chefe já me chama de sibite baleado. Será que ele tem razão?
Olho de frente, de lado, tento me ver de costas.
Para os padrões atuais de rechonchudice, eu não sou mesmo nada fornida.
Bem, acho que para alguém que vive de dieta, sempre correndo, que só descansa quando deita à noite para dormir, não podia ser diferente.
A maioria das mulheres se preocupa com os gramas a mais.
As minhas insatisfações estéticas são outras tantas e algumas eu tento melhorar (as que são possíveis sem cirurgia).
Mas achar as pernas finas é novidade!
sibite baleado significa pessoa muito magra ou pequena (sibite é um pequeno passarinho).
No banheiro da empresa, no espelho que ocupa toda uma parede, me vejo inteira.
- Como minhas pernas estão finas! Será que é efeito da saia de pregas?
- Eu devo ter emagrecido um pouco mais.
- E o chefe já me chama de sibite baleado. Será que ele tem razão?
Olho de frente, de lado, tento me ver de costas.
Para os padrões atuais de rechonchudice, eu não sou mesmo nada fornida.
Bem, acho que para alguém que vive de dieta, sempre correndo, que só descansa quando deita à noite para dormir, não podia ser diferente.
A maioria das mulheres se preocupa com os gramas a mais.
As minhas insatisfações estéticas são outras tantas e algumas eu tento melhorar (as que são possíveis sem cirurgia).
Mas achar as pernas finas é novidade!
sibite baleado significa pessoa muito magra ou pequena (sibite é um pequeno passarinho).
O mundo é meu, é seu
"Deixa de manha de noite e de dia
Toda criança diz que tudo é seu
Hei, menino! Hei, menina! Larga disso, lagartixa
Que nessa ciranda o mundo inteiro é meu, é seu, é meu, é seu
Como uma vez tinha um tatu bolinha
Mais outra vez nasceu um monte de grãos
Mais o amigo, mais a prima, o colega, a vizinha
E nessa ciranda o tatu bolinha virou bolão, balão, bolão, balão...
E nessa ciranda o mundo inteiro é meu, é seu, é meu, é seu
E nessa ciranda o tatu bolinha virou bolão, balão, bolão, balão"
Cirando - Palavra Cantada (www.palavracantada.com.br)
Ouvindo músicas infantis com Davi e toda família. O DVD do show do Palavra Cantada é ótimo.
Davi adora e eu também.
Toda criança diz que tudo é seu
Hei, menino! Hei, menina! Larga disso, lagartixa
Que nessa ciranda o mundo inteiro é meu, é seu, é meu, é seu
Como uma vez tinha um tatu bolinha
Mais outra vez nasceu um monte de grãos
Mais o amigo, mais a prima, o colega, a vizinha
E nessa ciranda o tatu bolinha virou bolão, balão, bolão, balão...
E nessa ciranda o mundo inteiro é meu, é seu, é meu, é seu
E nessa ciranda o tatu bolinha virou bolão, balão, bolão, balão"
Cirando - Palavra Cantada (www.palavracantada.com.br)
Ouvindo músicas infantis com Davi e toda família. O DVD do show do Palavra Cantada é ótimo.
Davi adora e eu também.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Biscoito
Missa especialmente organizada para crianças.
Sentadinhas no chão, perto do altar, assistindo ao teatro de fantoches as maiorzinhas, e brincando as menores.
Davi sobe as escadas e fica pertinho do padre.
Vou tirá-lo e o levo para o lado, onde não atrapalhe a atenção dos demais, e lá está a mesa com os apetrechos da comunhão - água, vinho, cálices cheios de óstias.
Davi olha, estende os braços e diz: - Coitchu, coitchu, nhame, nhame.
Ele achou que eram biscoitos e queria comer.
Saí com ele no colo em direção ao pai, rindo e contendo a gargalhada.
Rimos muito e demos a ele os biscoitos que ele pedia, não as óstias claro.
Sentadinhas no chão, perto do altar, assistindo ao teatro de fantoches as maiorzinhas, e brincando as menores.
Davi sobe as escadas e fica pertinho do padre.
Vou tirá-lo e o levo para o lado, onde não atrapalhe a atenção dos demais, e lá está a mesa com os apetrechos da comunhão - água, vinho, cálices cheios de óstias.
Davi olha, estende os braços e diz: - Coitchu, coitchu, nhame, nhame.
Ele achou que eram biscoitos e queria comer.
Saí com ele no colo em direção ao pai, rindo e contendo a gargalhada.
Rimos muito e demos a ele os biscoitos que ele pedia, não as óstias claro.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Auto-estima
Descobrindo como educar meu filho para que ele tenha agora e no futuro uma auto-estima elevada.
A minha foi diminuída, e agora eu preciso descobrir como recuperá-la.
Não é só resultado da forma como fui educada, mas da minha personalidade e de como digeri o que recebi.
Uma combinação não muito feliz.
A minha foi diminuída, e agora eu preciso descobrir como recuperá-la.
Não é só resultado da forma como fui educada, mas da minha personalidade e de como digeri o que recebi.
Uma combinação não muito feliz.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Rita
Não gosta que eu a chame de dona Rita.
- Pra que esse dona? Rita!
Conheceu Ramires numa viagem à cidade de São Paulo. Paixão à primeira vista.
De volta à Fortaleza sofreu um grave acidente que quase a deixou paralítica. A empresa a mandou para hospital em Brasília. Quatro meses e três cirurgias depois estava andando.
Ramires quando soube do acidente veio vê-la. Casaram-se.
Mesmo contra as recomendações médicas, engravidou. Gravidez de risco, nove meses em repouso.
- Você tem vinte minutos por dia para se levantar, tomar banho, caminhar.
Nasce Igor. Fim do desconforto e da dor. Que alegria, uma criança linda e forte.
Com um ano e três meses Igor perde o pai. Ramires morre de infecção hospitalar depois de se submeter a uma cirurgia simples, de recuperação rápida. Em sete dias deveria estar em casa. Não voltou.
Sozinha, aposentada por invalidez, trabalha vendendo jóias e artesanato, e cuida do filho.
Igor tem hoje vinte e três anos, trabalha, estuda, está noivo.
- E se vira sozinho numa casa.
Mostra fotos: Ramires, um belíssimo jovem, e Igor, bêbe de nove meses, fofíssimo.
Eu sento ao lado dela:
- Rita, vim lhe pagar.
Foram toalhinhas, panos de prato, que comprei para alegrar a casa no Natal.
Pergunto pelo filho, ela me conta sua história. E que história!
- Pra que esse dona? Rita!
Conheceu Ramires numa viagem à cidade de São Paulo. Paixão à primeira vista.
De volta à Fortaleza sofreu um grave acidente que quase a deixou paralítica. A empresa a mandou para hospital em Brasília. Quatro meses e três cirurgias depois estava andando.
Ramires quando soube do acidente veio vê-la. Casaram-se.
Mesmo contra as recomendações médicas, engravidou. Gravidez de risco, nove meses em repouso.
- Você tem vinte minutos por dia para se levantar, tomar banho, caminhar.
Nasce Igor. Fim do desconforto e da dor. Que alegria, uma criança linda e forte.
Com um ano e três meses Igor perde o pai. Ramires morre de infecção hospitalar depois de se submeter a uma cirurgia simples, de recuperação rápida. Em sete dias deveria estar em casa. Não voltou.
Sozinha, aposentada por invalidez, trabalha vendendo jóias e artesanato, e cuida do filho.
Igor tem hoje vinte e três anos, trabalha, estuda, está noivo.
- E se vira sozinho numa casa.
Mostra fotos: Ramires, um belíssimo jovem, e Igor, bêbe de nove meses, fofíssimo.
Eu sento ao lado dela:
- Rita, vim lhe pagar.
Foram toalhinhas, panos de prato, que comprei para alegrar a casa no Natal.
Pergunto pelo filho, ela me conta sua história. E que história!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Moda
Vem a garota caminhando em direção à Beira Mar. Corpinho bem feito, cabelos grandes presos num rabo de cavalo.
- Eca o que é isso? Uma nova moda? Os bolsos do short curtinho estão à mostra.
Duas moças e um rapaz caminhando ao meio dia, fardamento da empresa, indo ou de volta do almoço.
- Que óculos escuros enormes! Rostos tão pequenos com óculos tão grandes. Nova moda! Tem que seguir?
Chega a colega de trabalho, curva-se para apanhar o papel que caiu no chão.
- Minha nossa, que vestido curto. No trabalho?!? Vi tudo aquilo que os colegas adorariam ver. No mínimo deselegante!
Algumas modas eu não engulo.
Minisaias e minivestidos curtíssimos, shorts com os bolsos aparecendo, blusas muito decotadas - frente ou trás-, óculos enormes do tipo besouro.
Não sou tão jovem, nem tão magra, nem doida o suficiente.
Nem tudo fica bem.
De certo ponto da vida em diante poucas roupas caem realmente bem.
Não sou muito vaidosa, nem muito caprichosa no vestir.
Já fiz muitas vezes a promessa de variar mais o jeans e a camiseta, mas sempre volto a eles.
Na falta de tempo, dinheiro e paciência acabo optando pelo mais simples.
Tento evitar o ridículo.
Mas o que vejo por aí! Ou falta espelho ou bom senso, ou os dois.
Não, a moda não manda em mim.
- Eca o que é isso? Uma nova moda? Os bolsos do short curtinho estão à mostra.
Duas moças e um rapaz caminhando ao meio dia, fardamento da empresa, indo ou de volta do almoço.
- Que óculos escuros enormes! Rostos tão pequenos com óculos tão grandes. Nova moda! Tem que seguir?
Chega a colega de trabalho, curva-se para apanhar o papel que caiu no chão.
- Minha nossa, que vestido curto. No trabalho?!? Vi tudo aquilo que os colegas adorariam ver. No mínimo deselegante!
Algumas modas eu não engulo.
Minisaias e minivestidos curtíssimos, shorts com os bolsos aparecendo, blusas muito decotadas - frente ou trás-, óculos enormes do tipo besouro.
Não sou tão jovem, nem tão magra, nem doida o suficiente.
Nem tudo fica bem.
De certo ponto da vida em diante poucas roupas caem realmente bem.
Não sou muito vaidosa, nem muito caprichosa no vestir.
Já fiz muitas vezes a promessa de variar mais o jeans e a camiseta, mas sempre volto a eles.
Na falta de tempo, dinheiro e paciência acabo optando pelo mais simples.
Tento evitar o ridículo.
Mas o que vejo por aí! Ou falta espelho ou bom senso, ou os dois.
Não, a moda não manda em mim.
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