sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Chegou

Estamos casados há 17 anos, mas nos conhecemos há 25. Quando o conheci tive certeza - dessas certezas que só os muito jovens tem - de que ele seria meu, meu namorado e quem sabe marido no futuro.
No primeiro dia dos namorados depois de termos nos conhecido, e mesmo sem termos marcado nada, eu me arrumei (banhada, conjuntinho novo, minhas irmãs rindo e perguntando se eu estava esperando alguém) e esperei. Aquela foi a primeira de muitas vezes que ele chegaria e bateria palmas no portãozinho de nossa humilde casa. Palmas fortes com som surdo, inconfundíveis.
Daí até o casamento e de lá até hoje, tanta coisa.
Hoje quando ele chega em casa, a alegria é dupla, porque meu Eduardo e papai do Davi chegou.

Datas:
Início de namoro: 12 de junho de 1988
Casamento: 18 de outubro de 1996
Filho que foi morar com o vovô Eimar no céu (Eduardo): 19 de janeiro de 1997
Filho que veio morar com a gente na terra (Davi): 20 de março de 2008
Décimo sétimo aniversário de casamento: 18 de outubro de 2013
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Tudo ao mesmo tempo agora

Muitos amigos devem ter se sentido como eu agora.
Depois de 18 anos de formada, voltei às cadeiras da academia, estou no início do mestrado - como disse meu amigo Zéééééé, ruim é ver o cavalo passar na sua porta e deixá-lo ir embora, agora eu resolvi montar nesse bicho, nem que ele me derrube, o importante é que eu subi. A universidade escolhida é uma instituição particular, a maior e mais antiga universidade particular de Fortaleza. Eu me formei em universidade pública, estadual, e nessa mesma universidade fiz uma especialização há 13 anos. Sempre tive vontade de fazer um mestrado e sempre me perguntam porque - você quer ser professora? você quer pesquisar?, talvez sim, e porque não, por enquanto só quero estudar e aprender.
Tenho apenas um mês de uma rotina no mínimo agitada, de manhã estou na universidade, trabalhando na universidade - contra-partida da bolsa que financia o curso -, ou assistindo aulas, e à tarde estou no Serpro, empresa onde trabalho há 6 anos. As noites e finais de semana agora precisam ser divididos entre filho,  marido, casa e estudo.
Muitas coisas estão me deixando estressada, como um certo distanciamento dos acontecimentos na empresa - quando chego à tarde recebo notícias de decisões firmadas, de novas regras e determinações - e é claro, o tempo para as demandas está mais apertado. E me sinto mal por não estar tão presente quanto antes - e esse é meu grande problema, eu me cobro demais.
No mestrado, as provas começam a ter suas datas marcadas, e o material para estudo aumenta - não, eu não estou deixando para estudar em cima da prova, sou uma aluna aplicada. Além, disso, antes mesmo de entrar no mestrado, meu orientador - professor doutor, colega de trabalho - tem me passado bastante material para leitura e sondagem de possíveis temas para a tese - e eu estou certa de que esse é o melhor caminho, porque acho que apenas um ano é pouco tempo para desenvolver uma tese, escrever, publicar artigos e apresentar, quanto antes mais chances de ter sucesso.
Esse liga e desliga - que antes era apenas de trabalho e casa, e agora, é trabalho Serpro, trabalho Unifor, cadeiras mestrado, estudos para a tese, casa - está querendo dar um nó na minha cuca. Mas não vou deixar. Acho que a receita talvez seja organização e algum tempo livre para parar, simplesmente parar e não pensar em nenhuma dessas coisas- só eu, Davi, Eduardo e nada mais - e tenho que dizer que eles dois tem me dado muito apoio. E como diz, minha irmã doutora, não é pra vida todo, num instante passa.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Shakespeare



Estou lendo, da coleção Abril de que falei em outro post, três tragédias de Shakespeare - Hamlet, Rei Lear e Macbetch. É um estilo diferente da leitura a qual estou acostumada, mas conta maravilhosamente, histórias magníficas e vice-versa.
Eu adoro ler, eu adoro clássicos, ler é muito bom.