quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mania

Mania feia essa de achar que sabe mais que o outro,
que pode falar em seu nome.
que sabe o que pensa, o que sente,
mais do que ele mesmo.
Mania universal e instituicionalizada.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Festa Junina

Matriculamos Davi na escola e nos convidaram para para a festa junina das crianças, conhecer o colégio.
No dia da festa, Davi a carater, de camisa xadrez e bigodinho pintado, lá fomos nós.
Chegamos e ele logo começou a dançar.
Correu tudo, conheceu tudo.
Brincou no parquinho de areia.
Conheceu professora e colegas que farão parte do seu dia a dia a partir de agosto.
E na hora da apresentação do Infantil 2:
- Dançar, dançar! - dizia ele correndo em direção ao palco.
Perguntei à diretora se podia.
Subiu no palco e dançou, pulou, bateu palmas.
A professora logo o chamou para ir para frente, quem sabe não animava os mais quietinhos.
Ainda nem entrou na escola e já fez parte da apresentação da festa junina.
Esse é O Cara!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pergunta da semana ... nº 1

No que seu(s) filho(s) se parece com você? O que ele(s) tem de seu?
E se você ainda não os tem, no que quer que ele se pareça com você?

terça-feira, 8 de junho de 2010

Novata no coral

lá, lá, , , ,
Soprano.

gli, gli, gli, gli, gli, gli
bru, bru, bru, bru, bru, bru

ô, ô, ô, Ô, ô, ô

Afinando.

1a voz:
"Mandei fazer uma casa de farinha
 bem maneirinha que o vento possa levar
 oi passa sol, oi passa chuva, oi passa vento
 só não passa o movimento do cirandeiro a rodar"

2a voz:
"Achei bom bonito
 meu amor brincar
 ciranda maneira
 vem cá cirandeira
 vem cá balançar"
(Música de Edu Lobo)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Insondável

Ora, se eu desci até o fundo desse abismo escuro, úmido e frio,
de desespero, angústia e medo,
Se achei que não havia mais esperança nem felicidade
Ora, se às vezes me sinto tão fragilizada e sozinha
e penso coisas sem sentido
Ora, se ainda haverá motivo para chorar
E eu estou aqui para negar tudo isso
Então vem, dá-me tua mão e sigamos.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Primeira escola

Primeira escola.
Escolinha de um quarteirão!
Eduardo ficou impressionado com o lugar, grande, bonito, muito espaço, arejado.
Meu coração de mãe ficou apertado: grande demais, muitas salinhas arejadas, muitas crianças em cada salinha arejada. Meu filho perdido no meio de tantas crianças, tão quietas, caladas, comportadas, narizes escorrendo, de fraldas e descalças no chão quente no caminho entre os parques e as salinhas arejadas. Um dos meninos se afasta do parquinho, as professoras e auxiliares conversam, não se dão conta do fugitivo.
Meu coração de mãe fica apertado e aflito.
Não gostei.
É grande, tem infra-estrutura, aulas de música, biblioteca, natação, capoeira, lanche fornecido pela escola, banheiro e chuveiro em cada sala arejada, nutricionista, fonoaudióloga.
Não gostei.
Segunda escola. Bonita, nova, fazendinha, parques, piscininha, aulas de inglês, música, educação física.
Poucas salas, ambiente também aberto e arejado.
Gostei. As crianças estão com suas sandalinhas, no calor apenas tiraram as camisas, estão à vontade. Olham curiosas os visitantes. A professora erra no português: concordância verbal zero. Nesta escolinha só até os 2 anos. Dos 3 anos em diante em outro prédio.
Fomos ver. Que confusão! Os pequenos separados dos grandes por portões de ferro, muito barulho, muitas crianças num espaço pequeno. Aulas de inglês, informática, culinária.
Não gostamos.
Nova tentativa.
Escola menor, estrutura simples, área suficiente para as quatro turminhas de Infantil. Ambiente mais aconchegante. As crianças na sala entretidas, fazendo arte, parecem mais à vontade. Converso com a diretora e faço mil perguntas que ela responde pacientemente.
O coração mais tranquilo porque existem outras opções, nem todas são enormes, lotadas e assustadoras para meu menino que sai do cuidado individual para o compartilhado.
Não me importa agora conteúdo, quero que ele se sinta bem em um ambiente saudável com crianças da sua idade.
É irreal a escola tentar suprir todas as necessidades de conhecimento de uma criança.
Ilusão dos pais acharem que o contato com livros na escola os dispensa de lerem com seus filhos, que a aula de música os dispensa de tocar instrumentos, cantar e dançar com seus filhos, que a aula de esportes os livra dos passeios de bicicleta, dias na piscina, jogos de futebol.
Não quero período integral. Quero para ele o descanso e aconchego do lar depois da manhã agitada na escola.
Ainda assim, ainda que para meio período, ainda sendo pequena a escola, ainda que tenha poucas crianças para dividir os cuidados das professoras, auxiliares e coordenadora, ainda assim, e por mais que eu saiba que será melhor para o desenvolvimento dele, é tão difícil.
Primeiro  o retorno ao trabalho, deixar nosso menino aos cuidados de terceiros.
Depois que você já tem confiança na terceira, vai para a escola e para as mãos de quartas, quintas.
Dividida entre o orgulho de vê-lo crescer e o desejo de mantê-lo sob as minhas asas.